MINHA MÃE É ACUMULADORA - UM DESABAFO #01

Eu sou mulher, tenho 36 anos (39 atualizados), solteira e moro com minha mãe e meu padrasto até então.

Minha mãe é uma acumuladora e eu já convivo com essa situação há mais de 10 anos. Sou filha única e a doença de minha mãe está ACABANDO comigo, de verdade.

Procurei na internet algum espaço para este desabafo e não encontrei, então decidi criar este aqui. Não sei mais o que fazer e imagino que, infelizmente, muitas pessoas devam passar o mesmo. Este aqui é justamente este espaço, um local para que eu possa desabafar e que talvez possa servir como desabafo para outras pessoas, pois só quem convive com um acumulador sabe o quão difícil é essa situação.


Por motivos óbvios, não irei me identificar e já adianto que quem quiser/precisar desabafar fique a vontade para comentar de forma anônima, pois entendo que o importante é colocar pra fora e este é o objetivo por aqui.

Ao longo desses mais de 10 anos eu já tentei DE TUDO. Conversar, brigar, chorar, ajudar direta ou indiretamente, pedir para que procure ajuda, ameaçar de ir embora (já até fui), expor meus sentimentos e como me sinto, etc, etc, etc.

Minha mãe até assume que tem uma doença mas SE RECUSA TERMINANTEMENTE a procurar ajuda psicológica. Confesso que, ver e conviver com minha mãe nessa situação é DESOLADOR.

Para quem vive esse problema em casa sabe exatamente do que estou falando. Aqui em casa, não chegamos a ficar sobre o lixo porque EU NÃO PERMITO, jogo fora e SABE DEUS a que custo tudo isso. Quanto desgaste físico e emocional preciso enfrentar para manter alguns espaços de convivência saudáveis na casa.

Confesso que muitas vezes espero até acumular um pouco por falta de força, pois sei o nível de estresse que precisarei enfrentar para organizar muitas vezes coisas que pessoas saudáveis resolveriam em algumas poucas horas e ISSO CANSAAAAAAAAAAAA.

Muitos dizem para eu sair de casa, eu até fiz a experiência de sair por um ano e quando voltei, MEU DEUS DO CÉU, não tinha nem como chegar no fogão. Uma situação que nunca havia acontecido antes, pois eu não permitia. Aquela situação ACABOU comigo. Passei quase dois meses dedicados a casa, praticamente sem sair para colocar tudo em seus devidos lugares. Foi um desespero, um chororô, um mal estar generalizado, UM INFERNO, mas eu consegui.

Após esse acontecido, quando eu imaginei que finalmente as coisas iriam andar, aos poucos a acumulação voltou. Absolutamente tudo é motivo para o acúmulo e se a pessoa não aceita se tratar, não importa o quanto você tente, NADA ACONTECE.

Gostaria apenas de fazer esse primeiro desabafo e dizer que se você passa por isso e quiser conversar, fique absolutamente a vontade para comentar de forma anônima mesmo. Quem sabe a gente não se ajuda? Quem sabe não tenha alguém que conseguiu vencer essa DOENÇA e possa nos ajudar?

Fiz um e-mail também, caso prefira é só escrever: convivendocomacumuladores@gmail.com

Com a chegada de mais pessoas, criamos também um grupo de convivência no whatsapp, caso deseje entrar, leia as orientações nesse link: GRUPO WHATSAPP

Grata pela escuta.

A FILHA DE UMA ACUMULADORA


Comentários

  1. Eu também passo por isso, é realmente desolador.

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    1. Oh gente, não que isso seja algo para se alegrar, mas talvez este espaço seja importante para que possamos desabafar. Prometo que irei ficar atenta aos comentários e seguiremos juntos!

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  2. Eu simplesmente não suporto mais. Tenho 30 anos, tenho desenvolvido uma série de doenças de fundo emocional, como ansiedade excessiva, fibromialgia ( sofro muito com dores por todo corpo). Faço várIos tipos de tratamentos e minha mãe ainda pergunta o que me faz tão mal. Sinto que ela realmente se preocupa comigo mas ela é incapaz de enxergar que ela que tem me feito mal. Não suporto conviver com tanta acumulação e quando tento falar qlq coisa para ela, elA simplesmente não aceita ouvir, grita, esperneia, chora demasiadamente, briga. Estou me acabando, me desgastando, e não tenho coragem de sair de casa, pois tenho ctz de q qdo eu sair, minha mãe transformará a casa num caos ainda maior do q já é. N sei mais o q fazer. Só sei q cansei...

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    1. Oi! Milhões de desculpas pela demora ...
      Eu entendo PERFEITAMENTE o que você está passando, mas assim, PERFEITAMENTE. Confesso que cheguei a me emocionar com seu relato. É impressionante a semelhança das situações que vivemos.
      Eu também adoeci, seriamente. E sei exatamente o que sente, quando escreveu que não tem coragem de sair de casa com medo do que vai acontecer. É muito simples para os que não vivem essa situação, dizer para sair e pronto. Aliás é simples e possivelmente o mais certo a se fazer, mas é nossa mãe né? E só a gente sabe o que acontece se sairmos dalí.
      Caramba, espero que leia esse comentário e que possamos nos ajudar mutuamente.
      Olha, neste exato momento minha mãe viajou e eu tomei coragem pra jogar quase tudo fora, juro, eu sei que quando ela voltar será um inferno, mas não estou mais disposta a conviver com isso e não consigo mais permitir. Caso as coisas saiam do controle, vou chamar a família toda e ver o que podemos fazer, nem que isso signifique a internação forçada dela.

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  3. Oi, tudo bem? Pois é, exatamente essa procura por grupos de apoio frustrada que me motivou a criar este espaço e gostaria de agradecer sua confiança para comentar e espero ter possibilitado alguns minutos de alívio, pois sei que falar sobre esse assunto com quem realmente sabe o que é isso, trás um conforto, mesmo que momentâneo. Eu até já peguei contatos de profissionais da área de psicologia/psiquiatria que por ventura escreveram artigos sobre esse assunto e fiz contato para a criação de um grupo ou mesmo moderação nos comentários, mas infelizmente ainda não recebi nenhum retorno.

    Foi importante viu, foi bem importante neste momento da minha vida ler o seu comentário, pois estou as vésperas de sair de casa em função de uma oportunidade profissional e confesso que meu coração está apertado e imagino que o que vou viver será muito próximo do que você relatou. Tento pensar positivamente, mas com a minha última experiência ao sair de casa, sei que o quadro se agrava imensamente. E fiquei aqui, imaginando o que poderíamos fazer?

    É tão difícil né? Acho que aceitar isso tudo é o mais difícil. Essa sensação de impotência é devastadora, porém em contrapartida precisamos dar prosseguimento em nossas vidas. Se posso lhe trazer algum conforto em relação a uma situação que apontou em seu relato é em relação ao trabalho dela ... não tenha dúvida que permitir que ela continue a trabalhar é fundamental. Em função de uma doença que minha mãe teve eu achei na época que seria melhor tirá-la do trabalho e a situação piorou, porque aí eles se entregam de vez a doença, por mais estressante que possa ser o trabalho dela, acredite, ainda é o melhor a se fazer.

    Nossa, quando falou em julgamento e falta de ajuda, super me identifiquei, é bem por aí ...

    Apesar de tudo, fico feliz sabe ... em saber que você constituiu sua família e seu cantinho. Hoje eu me considero minimalista e super entendo quando você falou da sua filosofia de vida, acho que isso deve ter muita influência sobre todo o sofrimento que vivenciamos através do acúmulo.

    Minha mãe, assim como a sua, também acumula roupas baratas e compradas em brechó e não usa quase nada do que compra. Caramba, é isso né, deve ser quase impossível para as pessoas, mesmo aquelas com boa vontade, entenderem o que é essa situação. Julgar de fora, é simples, muitas e muitas pessoas me dizem pra jogar tudo fora e não tem a menor ideia das consequências.

    Sigamos juntas, quando tiver alguma novidade de tratamento e etc, vou postando por aqui. Começo a pensar em montar um grupo privado e discreto (whatsapp, talvez) para que possamos ter um contato mais rápido e direto. O que acha? Vamos nos falando.

    Desejo que esse ano seja de muita força e conforto e no que eu puder ajudar, ou mesmo ouvir sem julgar, sinta-se a vontade!

    Com carinho

    A FILHA DE UMA ACUMULADORA

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  4. Oi!
    Achei excelente a idéia do grupo de WhatsApp. Vou deixar aqui o meu e-mail para vc entrar em contato (mahiabe85@gmail.com).
    É libertador poder falar disso com quem realmente entende a gravidade e o sofrimento dessa doença.

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    1. Obrigada. Estou nesta dívida com vocês, mas é apenas pela vida que está corrida demais, mas pode confiar que irá sair. Abraço e seguimos juntas!

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  5. Tb sou filha de acumuladora. e sofro com isso tem uns 10 anos... será isso um ciclo?
    Enfim, tenho vergonha de trazer pessoas aqui em casa, cada vez que faço uma limpeza me canso e passo mal.
    Os amigos dela não ajudam, ficam dando um monte de quiquilharias.. quase briguei com uma amiga dela.
    Uma vez ela ganhou um sofá que teve que ficar do lado de fora da casa, até que minha mãe viajou e eu e minha irmã, limpamos e colocamos pra dentro da casa, quando ela chegou ficou irada.
    Agora estão aparecendo baratinhas..
    Não aguento mais essa situação e não sei como resolver.. vlw pelo espaço para desabafo

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    1. Oi, espero que esteja tudo bem com vocês!
      Pois é ... acho que 10 anos se torna quase um marco, que nos indica quanto tempo isto vem acontecendo e nos mostra o porque de nosso cansaço.
      Entendo muito bem o quão cansativo é quando tentamos arrumar tudo "escondido" e o desgaste físico e emocional no retorno e todo o estresse que isso gera.
      Quanto aos insetos, isso é mais preocupante ainda. Nossa, que doença difícil e o pior é quão silenciosa ela acaba sendo pois temos vergonha de expor essa situação e encontramos pouca ajuda de fato.
      Eu estou a procura de um especialista que queira contribuir voluntariamente por aqui, tão logo eu consiga, eu aviso.
      O espaço é nosso! Fique a vontade para desabafar sempre que preciso! #força

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  6. Bom dia!

    Que bom encontrar um espaço para falar com quem tem o mesmo problema. Já não falo com mais com ninguém além da minha terapeuta, sobre minhas crises, tenho vergonha.
    Convivo com isso há mais de 30 anos, tenho 52. Vi minha mãe desagregar a família com essa loucura. Passei a infância ouvindo as broncas dela porque ninguém a ajudava a arrumar a casa, mas quando se mexia nas coisas dela era outro inferno. Saí de casa com 28 anos e fui morar sozinha e cada vez que ia visitá-la via o caos aumentando. Consegui que ela fosse a um psiquiatra e melhorou bastante depois de medicada e com terapia, mas ainda é difícil. Há 4 anos, por motivos que não cabem aqui, caí na besteria de levá-la para morar no mesmo andar que eu. Imaginem sair de uma casa enorme com 4 quartos, sala e quintal, tudo entulhado, para um apartamento de 2 quartos com quarto de empregada. Uma loucura!!! Muita briga. Um desgaste. Ela nem se abala, não sente remorso. Já li muita coisa a respeito para tentar compreender esse distúrbio, como esses aqui :

    http://super.abril.com.br/blog/como-pessoas-funcionam/como-funciona-o-cerebro-dos-acumuladores/
    http://pt.wikihow.com/Lidar-com-um-Acumulador-Possessivo-(Colecionador-de-Lixo)
    http://cuidamos.com/artigos/quais-sinais-acumulacao-compulsiva-como-obter-ajuda

    Nesse site dos codependêntes anônimos http://www.codabrasil.org.br/ encontrei essa oração que me ajuda: Neste momento, eu não tenho que controlar ninguém, inclusive eu. Se me sinto desconfortável com o que outra pessoa está fazendo ou não, posso me lembrar que eu sou impotente perante essa pessoa e sou impotente perante a minha compulsão por agir de modo inadequado. Ainda não tive coragem de ir à uma reunião.

    Faço terapia para tentar me entender porque quero consertar isso, porque tenho que conviver com minha mãe assim, tentar parar de brigar, aprender me blindar enfim, apender a viver e conviver sem me afetar, mas é muito difícil.

    Reparo que quando falo em jogar fora as coisas a situação fica tensa, mas se falo em doar para quem precisa já consigo alguma coisa. Mas sempre acaba em discussão e troca de ofensas e cada episódio desses as ofensas estão ficando piores e eu me sinto arrasada depois, e ela nem sente remorso.

    Para se ter ideia do meu estado emocional, já ando rezando para ela morrer logo, mas ela tem muita saúde e já nem sei se dou graças a Deus.

    Gratidão por esse espaço. Que Deus nos ilumine e nos dê forças para seguir e encontrar a paz.

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    1. Oi, tudo bem?

      Primeiro eu gostaria de agradecer a confiança e dizer que apesar de tudo eu fico feliz de poder proporcionar um espaço respeitoso e que contribua de alguma forma, pois sei o que é passar por isso sozinha.

      Agradeço imensamente os links e em breve vou ler e fazer um novo post com eles, talvez ajude mais pessoas, muito obrigada!

      É bom saber que a terapia ajudou, mesmo que não por completo, rezo pelo dia que minha mãe perceba a necessidade de ajuda e aceite se tratar.

      Entendo perfeitamente quando fala das brigas terríveis e dos sentimentos pesados que essas brigas geram em nós. É interessante essa questão que você sitou, sobre elas não sentirem remorso, parece até um desamor né? É muito complicado lidar com isso. Fico me repetindo que isso é uma doença e que ela não percebe isso pra conseguir cultivar a amorosidade na relação mãe e filha, mas tem vezes que é bem difícil. Sei bem o que é esse sentimento viu? #tamojunto

      Eu imagino a expectativa que você deve ter criado quando fez a mudança dela e a frustração quando percebeu que nada mudou, apenas o endereço. Eu passei por isso e é terrível.

      Olha, estamos juntas viu!

      Força para nós e mais uma vez obrigada pela confiança.

      Algumas pessoas estão me pedindo pra criar um grupo, tão logo eu consiga organizar isso farei um post e se você sentir vontade será um prazer tê-la entre nós!

      Força e fé para todos nós!

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  7. Oi!
    Gratidão por me responder! Espero que possa contribuir mais. Me programei para ir ao Coda, hoje. Depois conto o que achei. Mas já te oriento a procurar uma ajuda. É muito importante para não pirar. E não deixe para tão tarde como eu deixei. Quanto mais velhas ficamos, mais arraigadas ficam nossas dores e mais difícil lidar com elas. Virei aqui mais vezes para trocar experiências! Beijos. Paz e luz!

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    1. Olha, que notícia boa! Fico feliz que tenha dado o primeiro passo, volte pra nos contar sim, acredito que será de grande ajuda. Quanto a iniciar o tratamento, estou mesmo começando a procurar, não dá pra segurar tudo sozinha né? Mais uma vez obrigada e vamos junto!!!

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  8. Olá,
    parabéns pelo blog.
    Eu, como todos aqui, também convivo com uma acumuladora compulsiva, minha mãe. É muito triste, desgastante, realmente nenhum tipo de conversa soluciona o problema e, com o avanço da idade ficou muito pior, ela tem 85 anos. Já sai de casa uma vez, foi a melhor fase da minha vida, tive que voltar porque ela fez várias chantagens, agora tudo está mais difícil, devido a sua idade. Preciso urgentemente aprender a lidar com isso, como já foi descrito em outros comentários, também desenvolvi algumas doenças emocionais por causa dessa situação, tomo antidepressivos e remédio para dormir, só me sinto melhor quando estou fora de casa.
    Obrigada por este espaço, poder desabafar com quem entende o problema é sempre um alívio.
    Força e sabedoria a todos.












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    1. Oh minha amiga! Fico feliz que este espaço possa contribuir de alguma forma, mesmo que seja promovendo apenas o desabafo, mas sabemos como isso é importante né? Quando leio cada relato, por viver muitas das situações, não leio apenas com a racional, acredite, leio com a alma e consigo sentir daqui, o que sentem daí. Fico triste de não conseguir contribuir mais, mas estarei sempre aqui viu! Força e vamos juntas!!!

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  9. Boa noite!
    Alguém sabe de um psicólogo/psiquiatra que trate desta doença, minha namorada está desesperada e a mãe dela não aceita a doença, e se aceita quer conviver assim... Muito complicado. E obrigado pelo blog

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    1. Oi, tudo bem? Parabéns pela iniciativa de ajudar sua namorada e entender o quanto esta situação é aflitiva para os familiares. Este blog teve como ideia primeira gerar um espaço de desabafo e agora estou tentando montar uma rede de ajuda, com as indicações que começamos a receber. Qual seria a cidade? Abraço

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  10. No meu caso, a acumuladora sou eu. E é insuportável viver assim. Quando minha mãe jogava alguma coisa minha fora era como se arrancasse um braço do meu filho. Meu filho está crescendo no meio da desordem. Não consigo me desapegar das coisas e algumas coisas são tão complicadas de arrumar que nem me dou ao trabalho. Tem recibo de compra de biscoito de 3 anos atrás que precisa ir pro lixo mas também tem documentos e coisas importantes em caixas e mais caixas. Agora apareceram camundongos na casa. E eu tenho 2 cachorros o que não ajuda em nada. Quando minha mãe era viva, colocava tudo em bolsas e caixas e faxinava o resto. Agora que ela morreu, não consigo cuidar da casa. Preciso de ajuda, é muita coisa pra arrumar, não sei por onde começar, e isso em angustia e agrava mais a minha condição de ansiedade e depressão. Se alguém souber de algum lugar onde conseguir ajudar no rio de janeiro, eu gostaria muito de saber. Se houver comunidade no face ou grupo de whatsapp também. falecomasublime@gmail.com Obrigada.

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    1. Oi Bárbara, como você está? Antes de qualquer coisa gostaria de dizer o quão emocionada eu fiquei ao ler suas palavras, pois como convivo com minha mãe, que é uma acumuladora, sei como deve ter sido difícil pra você escrever cada palavra. Gostaria também de deixar registrado a centelha de esperança que suas palavras geraram em mim e tenho certeza gerarão em muitas pessoas que por aqui passarem, em saber que uma pessoa que vive este problema, está procurando ajuda.

      Eu conheço e entendo a sua dor e quero deixá-la a vontade para ter em nós uma força coletiva para sua melhora, que tenho certeza que virá, afinal você já deu o maior passo, reconhecer e pedir ajuda. Este espaço não foi criado por um profissional e sim como um canal de desabafo, mas venho aos poucos recebendo algumas informações. Irei verificar alguns lugares que podem lhe ajudar no Rio de Janeiro e em breve organizar um grupo, espero que consiga organizar tudo isso no mês de maio.

      Estamos juntas viu? Conte conosco!!! Tão logo eu tenha as informações, envio pra você, no email que disponibilizou!

      Grande abraço

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  11. Boa Tarde Amigos como estão? Sou Produtor da TV Aparecida e iremos abordar o tema sobre acumuladores, de uma forma respeitosa, em nosso programa o Manhã Leve. Procuro personagens para esta entrevista. Sei que é muito complicado, pois muitos não gostam de aparecer. Mas gostaria de um retorno de vocês. meu email é michael.ferreira@tvaparecida.com.br. Um grande abraço a todos e parabéns a união de todos.

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    1. Olá Michael, tudo bem? Parabéns pela iniciativa em abordar um tema tão difícil, mas em contrapartida, tão importante de ser abordado. Este espaço foi criado com o objetivo de gerar uma rede de ajuda, desabafo e etc. Não sou profissional da área e não poderia responder pelos demais participantes.

      Entrarei em contato com você por e-mail e ver no que posso lhe ajudar. De qualquer maneira, já deixo aqui seu comentário público, para que outras pessoas possam visualizá-lo e ajudar de alguma maneira.

      Abraço

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  12. Olá. Muito obrigada por ter criado a página. Sério mesmo. Iremos nos ajudar mutuamente. Também já havia procurado ajuda aqui na internet, mas nunca achava nada.Apenas páginas em inglês.

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    1. Olá Aline! Fico feliz que possamos nos ajudar de alguma forma! Fique a vontade para contar conosco!

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  13. Oi tenho uma página no Facebook e n estou conseguindo ajudar as pessoas preciso repassar a página pq tem mta gente pedido ajuda

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    1. Olá, tudo bem? Eu imagino, a necessidade de ajuda é muito grande! Fique a vontade para nos mandar um email sobre essa página e podemos ver o que podemos fazer. Nosso email é convivendocomacumuladores@gmail.com

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  14. Bom dia,
    Primeiro gostaria de parabenizar a iniciativa, pois pensei em fazer o mesmo quando iniciei a busca por ajuda para esse tipo de problema e como muitos está sendo difícil de encontrar. No meu caso, também tenho um parente que é acumulador, meu irmão, que não aceita a doença e está morando em uma casa, cada vez mais difícil de ser habitada. Gostaria de ter alguma ajuda, ou alguma informação, sobre como posso fazer uma intervenção para que ele não condene a casa onde mora. Se alguém tiver alguma indicação sobre profissionais que podem ajudar nessa área, agradeço. Também vi, que estão tentando fazer algum grupo no whatspp, se assim o fizerem gostaria de ser incluída. Podem entrar em contato comigo, meu email é melena50@gmail.com. Muito obrigada pela atenção!

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    1. Olá, tudo bem? Sinta-se a vontade para desabafar conosco. Eu estou criando um post agora para indicações de profissionais e outro para quem deseja integrar um grupo pelo whatsapp. Tão logo ele seja criado, irei mandar um email pra você. Força por aí viu!

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  15. Olá,meu nome é Lucas,tenho 22 anos,moro com minha mãe e tenho passado por muita dificuldade ao lidar com o acumulo de objetos.Não consigo mais aguentar, as vezes penso em suicídio.É duro viver em um ambiente sufocador, onde o lixo nunca acaba e não poder receber seus amigos e quando recebe alguém, sentir vergonha e medo de pensarem que vivo em um ambiente sujo e nada higiênico.Minha mãe compra várias e várias vasilhas de Tupperware, e não usa nenhuma, guarda as coisas velhas do meu falecido pai, e ainda por cima arranjou um cachorro que defeca e urina no apartamento em que moramos, e quem acaba cuidando do animal sou eu.Já tentei conversar, brigar, jogar fora coisas escondido mas sempre acaba em discussão.Me sinto cansado de se sentir sem espaço uma vez que até meu guarda roupa é depósito das coisas dela,além disso me sinto impotente de não poder fazer nada, nem ao menos sair de casa pois estou no fim da faculdade e não tenho emprego, dessa forma não tenho como me mudar.Acho que vou enlouquecer.

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    1. Olá Lucas, boa noite! Entendo perfeitamente o seu sentimento. Por aqui, vivemos experiências bastante complicadas também, e não temos nenhum profissional porém temos um ao outro. VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO!!! Eu sei exatamente o que é esse sentimento de frustração e as discussões geradas em torno das tentativas de arrumação. Nós organizamos um grupo de whatsapp para que possamos conversar e ficarmos mais próximos, se desejar entrar envie um email para convivendocomacumuladores@gmail.com com o número do seu celular. Ei Lucas, eu sei o quanto é difícil, mas não desista. Você é ainda muito jovem, já está concluindo a faculdade e irá reverter isso! Estamos juntos viu? Força!

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  16. 1°Parabéns pela iniciativa do blog e também do grupo do whats... estava justamente agitando isto em outro blog... que me levou até este aqui... quando vi fiquei muito feliz; é claro que não pela desgraça de vocês e sim de achar alguém que irá me escutar (ler) e entender, me surpreendi, como existe tantas pessoas na mesma situação que eu... li quase todos depoimentos é Lucas não estamos sozinhos, NÃO DESISTA. Vc é muito jovem; tem muito ainda pra viver.

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    1. Obrigada pelas palavras! Sim, tenha certeza que poderá contar conosco! Entendo perfeitamente esse sentimento de alívio e acalento que acontece quando encontramos pessoas com as quais possamos conversar e que realmente nos entenda. #vamosjuntos

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  17. Bom vamos ao meu desabafo, completo 33 anos hoje rs , sou filho único de uma mãe solteira ex empregada doméstica que tem 63 anos e acumula de tudo que vocês possam imaginar.
    Não sei se pela vida sofrida, que teve a vida inteira, ou por ser sozinha e solteira desde de que me entendo por gente... ou pelo fato de ter sido obrigada a me colocar no orfanato.
    Mas o fato é desde de que saí deste orfanato com meu primeiro emprego levei ela pra morar comigo ou ela me levou, sei lá, a única coisa que sei é que sempre foram barracos insalubres, e se tornavam piores com as coisas que ela ia juntando que ganhava das patroas. Enfim fui trabalhando e melhorando, depois de vários barracos; consegui um terreno e construí 2 cômodos pensei comigo o problema acabou!!
    Nada é aí que começa, na intenção de melhorar de vida consegui uma bolsa para estudar Administração no centro de São Paulo... morando no extremo sul de São Paulo. Eu nunca vi uma pessoa conseguir juntar tanto Lixo na minha vida, MUITO LIXO, do lado de dentro do lado de fora em todo quintal. Quando deu por mim já estava tudo ali... e aí parava a faculdade? Largava o emprego? Nesta época minha mãe já não trabalhava a mais de 5 anos... fazer o quê?
    Não larguei nem faculdade nem emprego as vezes me sinto culpado mais aí iria viver do quê.
    Hoje tenho vários problemas emocionais;sou solteiro(quase não tenho amigos, porque ter uma casa simples td bem mais parecer um lixão já é demais) vivo brigando com a minha velha, não CONSIGO tirar nada daqui de casa, nem reformar nem arrumar sem antes passar por uma maratona de brigas. Mais continuo cuidando dela e não desisto, as vezes penso em sair de casa, mais a impressão que tenho é que ela acaba se matando em menos de um ano.
    Também me atrapalha até arrumar uma namorada, está situação parece que mexe com a nossa auto estima, em fim acho que já me estendi demais...
    Obrigado por pode desabar sem julgamentos

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    1. Olá, me permita ainda que atrasado lhe desejar parabéns por mais um ano em sua vida e desejar muita luz e paz para enfrentar esses desafios! É ... eu poderia agora lhe dizer que o melhor a fazer é sair de casa e acompanhar de fora, mas não me sinto em condições de lhe dizer isso, pois eu mesma, voltei para casa e entendo muito bem esse sentimento de culpa por saber o que irá se tornar a casa sem você por perto. No entanto, com a convivência com as queridas pessoas que começaram a chegar por aqui, percebi que quem conseguiu sair e tocar a vida, hoje em dia, embora tendo que lidar com esse sentimento consegue ter mais tranquilidade para ajudar, mesmo que não morando junto. A gente adoece né? E isso não ajuda em nada sabe. Hoje eu só não saio por uma questão financeira, pois não conseguiria nesse momento sustentar duas casas, uma vez que minha família depende de minha contribuição, mas tão logo isso se resolva pretendo ter o meu espaço, e me fortalecer para conseguir , ao menos, ter mais paciência sabe. Entendo perfeitamente essas brigas que você falou, não é diferente. Essa questão da autoestima também é difícil e todos os tipos de relacionamentos acabam afetados. Descobrimos agora um grupo que auxilia gratuitamente as pessoas afetadas e familiares com TOC, não é especificamente para acumulação, mas atende, uma vez que essa doença é um espectro do TOC, uma compulsão, doença chamada de Transtorno de Acumulação. Vou atualizar o post específico com as informações, mas já aproveito para deixar aqui o link, caso deseje é só clicar e se informar se existe em sua cidade. ASTOC ST http://www.astocst.com.br/quem-somos/

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  18. E eu que tantas vezes me senti sozinha, como se somente eu sofresse com isso no mundo, me deparo aqui com outras pessoas que partilham desta angústia. Obviamente não fico feliz por isso, mas ter com quem falar, sabendo que seremos compreendidos por completo, alivia um pouco essa preocupação constante. Tenho 29 anos e desde que me entendo por gente minha mãe acumulava. Quando criança era a casa inteira, não recebíamos visitas e é impressionante como a criança aprende a se adaptar a este meio. Porém, quando entrei na adolescência as coisas mudaram, limitei o quarto dela a ter bagunça e deu certo, porém o medo de chegar em casa com amigos ou namorado e a porta do quarto estar aberta era enlouquecedor, por vezes parecia que só eu me importava, ela não. E a minha mãe é um pessoa tão legal, tão especial, que parte meu coração saber que ela é tão inflexível ao que for relacionado ao acúmulo. Quantas vezes eu deixava de sair para ficar o final de semana fazendo faxina, meus amigos iam na minha casa e eu estava chateada com a minha mãe e eu passava por "ruim", infelizmente eles nunca entenderiam.. A um a ano não moro mais com ela e a poucos meses mudei de estado, somos muito unidas, eu precisei compreender que o acúmulo dela estará sempre na minha vida, para eu poder me libertar. Aviso com antecedência quando vou, peço para que ela organize as coisas, obviamente quando chego arrumo muito mais, as pelo menos hoje ela não acumula na casa toda. E assim sigo, na certeza de que deve ter um motivo para que isso aconteça nas nossas vidas, não deixando que essa doença interfira no que eu tenho de mais precioso: a minha mãe!

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    1. Entendo perfeitamente quando fala como é bom encontrar pessoas que nos compreendam de verdade, sem julgamentos e soluções fáceis. É impressionante como as histórias são semelhantes. Eu também passei muitos finais de semana arrumando coisas e tal. Que bom que conseguiu seguir sua vida e que de alguma maneira conseguiu se organizar com ela. Essa convivência saudável é fundamental, pois as pessoas que possuem esse transtorno, tendem a se isolar. Sinta-se a vontade entre nós, sempre que precisar desabafar ou mesmo conversar. Criamos um grupo de whatsapp para nos mantermos mais próximos e com respostas e escuta mais rápida, caso queira entrar fique a vontade para mandar seu ddd + celular para o email convivendocomacumuladores@gmail.com.

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  19. Olá Jaderson! Obrigada pela confiança em compartilhar sua história conosco. Sei bem como é solitário conviver com quem possui esse transtorno. Infelizmente, os relatos e histórias são muito similares. Acredite, somos muitos que convivemos com esse problema. Por favor, você é muito jovem, sei, mas sei de verdade o que significa conviver com alguém que possua o transtorno da acumulação, porém tente ao máximo afastar essas ideias de suicídio viu. Você é muito jovem e tenho certeza que em breve podá ter um cantinho só seu, se fortalecer e voltar apenas pra tentar ajudar. Sei também como é difícil manter a calma e não brigar, mas se pudesse lhe dizer uma coisa, tente falar o que sente antes de brigar. Talvez não tenha nenhum resultado nela, mas sem dúvida alguma vai aliviar um pouco seu coração. Fizemos um grupo no whatsapp para que possamos conversar mais detalhadamente e desabafar, se quiser nos mande um email para convivendocomacumuladores@gmail.com informando o seu telefone. Ei, estou aqui tá?!? Não é fácil, porém é possível conviver! Qualquer coisa é só chamar! Grande abraço e muita paz pra você!

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  20. Boa tarde.
    Que alegria em encontrar um site para desabafo.... Olha, minha mãe é acumuladora há mais de 10 anos, pelo menos uns 15, e não é nada fácil. Por sorte consegui comprar meu apartamento e me mudei, mas a situação na casa dela piorou demais. Principalmente a higiene fica de lado, é horrível. A roupa que ela usa fede a coisa guardada, é um horror. Já fiz de tudo o que descreveram aqui - tentei arrumar, jogar fora, fazer a faxina todo final de semana, deixar de receber amigos e namorados, etc - nada parece resolver. Ainda a visito algumas vezes, mas bem rapidamente e evito levar o meu marido lá por ter muita vergonha. E não me culpo pela vergonha pois aquilo lá é insalubre!!!! E como já tentei ajudar de todas as maneiras, não me culpo em ter vergonha pois higiene e limpeza fazem parte do bom convívio social. Sei que ela precisa de ajuda psiquiátrica mas não adianta falar, conversar, brigar, mostrar programas de tv, etc. Então só nos resta desabafar mesmo pq cura parece que não existe!

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    1. Oi, como você está? Entendo perfeitamente sua angústia e o alívio em encontrar pessoas com quem você pode conversar, sem meias palavras. Sinta-se acolhida! Olha, fico muito feliz que tenha conseguido seu espaço, sei que não é fácil, mas nos fortalecer é também é uma forma de ajuda, acredite! A vergonha de outras pessoas é algo absolutamente compreensível, não se sinta mal com isso viu. É, infelizmente, enquanto a pessoa não se percebe assim e aceita ser ajudada, tudo o que fazemos é paliativo e só nós sabemos o quanto isso nos dói. Conte conosco viu? Seguimos juntos!!!

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  21. Olá! Fico tentando ainda classificar se meu marido é um acumulador ou não. Ele não joga nada fora, meu quintal é uma bagunça. Tenho até um barco no quintal. Desde que comecei a morar com ele consegui alguns progressos na casa, acabar com a infestação de ratos e esvaziar um pouco o quintal e dentro de casa, mas a cada tentativa de jogar fora as coisas é uma guerra. Tenho que me preparar psicologicamente para brigas casa vez que quero jogar coisas fora. Tenho vergonha de receber amigos e parentes.
    Sem contar que agora que temos um terraço ele esvazia embaixo e sobe com tudo para o terraço.
    Tenho uma filha de 5 meses. Tenho muito medo de que ela cresça nesse ambiente. Amo meu marido, mas estou pensando seriamente em ir embora. Tenho um apê alugado, mas não posso abrir mão do aluguel.
    Estou extremamente endividada com empréstimos feitos para reformar e melhorar a casa. E tudo continua uma bagunça...
    Minha filha sequer tem um quarto...
    Desculpa o textão. Estou extremamente frustrada.

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    1. Oi Ju! Olha, por aqui não temos profissionais da área de psicologia, mas pela convivência aprendemos a identificar e infelizmente seu relato é muito parecido com todas as pessoas que possuem o transtorno da acumulação. Fico triste em ler que você tem um baby e fico imaginando sua angústia. Sabe, por tudo que temos vivenciado, todas as nossas tentativas de ajuda, acabam sendo apenas paliativos. Os resultados mesmo só acontecem quando a pessoa se percebe assim e aceita tratamento. Se quiser entrar em nosso grupo do whatsapp, para que possamos conversar melhor, mande um email para convivendocomacumuladores@gmail.com com o seu número de celular. Por aqui, você não precisa pedir desculpas viu. Estamos aqui justamente para isso, desabafar e só nós sabemos como isso nos ajuda! Sinta-se acolhida!!! Abraço

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  22. Oi minha mae vem acumunlando tem uns 25 anos so q agente nunca deu muita importancia pois ela meche com costura e faz artezanatos agente achava isso muito normal porem aos 12 anos as coisas piorarao ela passaou a pegar coisas na rua e trazer pra casa.Ela tbm e voluntaria em ong passou a trazer brinquedos coisas coisas de crianca sendo q eu e meus irmao ficamos sem entender pq ela tava fazendo isso mais erramos e fomos deixando para avitar confitos aos dois meses ele foi viajar e eu meu irmao e meu pai tomamos a decisao de joga fora as coisas dela enquanto ela viajava se tava ruim piorou pois ela surtou fala q odeia agente q ela era aquele lixo q agente jogou fora q vai embora q nunca mais quer ver agente ontem acho q foi o pior surto ela queria coloca fogo na cama do meu irmao com ele dormindo por agente te colocado as coisas dela fora hj ela comunicou q vai embora nao sabemos oq fazer ela sabe q tem a doenca sempre se negou a fazer o tratamento agora e q ela nao pode nem ouvir fala de tratamento
    Detalhe ela sempre assiste aquele quadro q passa na tv fechada acumuladores sabe q tem a doenca e nao quer fazer o tratamento

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    1. Oi Carolinne! Obrigada por se abrir conosco e saiba que sei e sinto exatamente o que está relatando. Antes de qualquer coisa, você relatou que ela comunicou que iria sair de casa, você poderia nos atualizar se isso realmente aconteceu? Espero que esteja tudo bem. Olha, não se sintam culpados e nem julguem esse tempo que deixaram passar para evitar conflito como erro. Só nós que convivemos com esse transtorno sabemos o quão exaustivo é, em todos os sentidos estas intervenções. Parabéns pela força e coragem em intervir. Embora não sejamos profissionais da área de psicologia, percebemos que raramente alguém que possui esse transtorno e não está aberto a tratamento irá tomar essa atitude sozinha. Eu imagino a dor de sua família com essa tentativa de colocar fogo, mas olha, eu já fiz uma intervenção assim mais séria e minha mãe já fez isso também só que na cama dela. Foi terrível, nem sei te explicar o quanto. As características de quem possui esse transtorno são impressionantemente similares. Sinta-se acolhida entre nós. Se desejar, criamos um grupo do whatsapp para que possamos ter contato mais imediato e desabar para ganharmos força! É só mandar um email para convivendocomacumuladores@gmail.com. Abraço e fica firme!

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  23. Oii gente sou nova aqui!!!
    por um lado fiquei muito feliz de achar esse blog, mais por outro fiquei muito triste em saber que existe mais gente que passa por esse problema também!!!
    Bom, vou contar um pouco do meu problema também.Minha mãe é acumuladora faz 14 anos mais ou menos, e sempre foi muito difícil falar sobre isso com ela, faz 6 anos que moro só eu e ela em outra casa MAIOR , não preciso nem dizer o pq pra vocês né... Meus irmão antes da gente se mudar já tinham casado e se mudado também , eles parecem não ligar muito pro problema dela, a um tempo atrás ela resolveu ter um brechó, mais acabou que não deu muito certo e as roupas ficaram tudo na nossa casa , lembro que só tinha um trilho pra passar pros quartos, era morros e morros de roupas, sapatos, bolsas e tudo que se pode imaginar, mais quando nos mudamos ela meio que parou com isso , mais do nada começou tudo de novo, e muito rápido... Nosso Pátio já estava tapado de coisas, até que um dia um vizinho nosso denunciou ela pra vigilância aqui da minha cidade, e ela foi obrigada a limpar, isso durou uns 7 meses só, depois o inferno voltou , e hoje é triste pra mim tudo isso!!tem madeira, portas velhas , janelas quebradas, ferros, restos de mesa estragada, nada que presente, mais pra ela tudo tem uma utilidade, eu já fiz várias vezes o que muitos aqui relataram , de pegar um saco e colocar coisas fora, mais por incrível que pareça ela sabe tudo que tem aqui, e acaba percebendo e me xingando muito, me chamando de coisas que me magoa muito!!! Eu tô pensando sinceramente em eu denunciar ela, sei que isso é errado, mais eu não aguento mais , ela esta dormindo no canto de um sofá que tem aqui pq o resto está entulhado de coisas , meu namorado é cadeirante e tenho muito vergonha quando ele fica aqui, pois é muito difícil dele passar com a cadeira, é realmente triste, eu choro muito escondida dela, mais tudo que eu queria era acabar com isso e ajudar ela : ( se tiver um grupo no whatsapp quero muito entrar, mandei e-mail com meu número pra você.

    Muito obg por fazer esse cantinho de desabafo... Abraço.

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    1. Olá Andressa! Entendo bem esta sensação dividida de alegria e tristeza. Sinta-se acolhida por nós. Recebi seu e-mail e respondi, em breve estaremos juntas! Temos um caso de denúncia também em nosso grupo, acredito que possamos conversar bastante e te ajudar a tomar essa decisão que sabemos ser muito difícil. É ... essa tristeza de ver quem amamos nessa situação é muito, muito pesada. Em breve estaremos juntas no grupo e poderemos conversar! Força e vamos juntas!!!

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  24. Boa noite!
    Primeiramente obrigada pela iniciativa da criação desse grupo, minha mãe é acumuladora desde que me entendo por gente e a cada dia a situação piora, já tentei ajuda-lá várias vezes e com as tentativas as brigas e desentendimentos vem a tona e pra piorar o meu padrasto tbém é acumulador e o meu irmão que mora com ela ñ se importa com a situação, enfim, a situação é desesperadora e me vi com os diversos relatos que li nesse blog, espero encontrar uma luz no fim do túnel um norte com esse grupo.
    Ainda está ativo?

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    1. Olá Manoela! Não precisa agradecer, eu muito mais tenho sido ajudada do que ajudo desde que criei esse espaço! Eu entendo perfeitamente sua dor viu? Nós não somos um grupo de ajuda profissional, mas mantemos sim um espaço para nos abrir e conversar e isso tem, pouco a pouco ajudado a nos fortalecer e aprender através da prática. Eu já recebi seu contato e vou adicionar você lá. Seja bem-vinda!

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  25. Meu deus, que bom encontrar esse blog!

    Sempre tivemos muita coisa aqui em casa - temos um porão enorme, e era cheio de tralha. Aos poucos, fomos arrumando, hoje ele está mais habitável. Mas a casa é muito cheia, não chega ao ponto de não dar pra andar, mas é muito abarrotada, e sinto que alguns membros da minha família estão no início do processo de acumulação.
    Minha mãe tem dificuldade de jogar coisas fora, mas por outro lado, é sempre ela quem me ajuda a organizar as coisas e jogar coisas fora. Infelizmente, meu pai às vezes a influencia muito - e ele ADORA guardar tralha. Tipo, já jogamos coisa fora, ele foi lá e pegou de novo. Quando falamos em jogar fora, ele fala 'ai, mas talvez use um dia'. pooorra, não vai usar nunca!

    Minha irmã está indo nessa também. Temos enfeites, enfeites de mais, um dela quebrou, ela falou pra eu trazer outro (foi de outro país), eu trouxe achando que ela iria substituir o quebrado, mas não, ficaram os dois lá, um quebrado e o outro inteiro. Sempre que falo na necessidade de arrumar as coisas, ela se nega, começa a brigar, começa a fazer chacota, como se eu fosse a doida da limpeza, a doida de jogar coisa fora...

    Temos uma biblioteca, mas fica cheio de tralha na frente dos livros - seja enfeite, coisas que não tem onde por ai enfiam lá... as vezes que arrumei, levei patada, então desisti, mesmo tendo muita vontade. Ia me mudar ainda este ano mas perdi o emprego então vou ter que continuar vivendo aqui... e a tendência da acumulação, pelo visto, é piorar.

    minha irmã também compra muita coisa, tem dinheiro guardado e usa pra comprar tralha. Ela vê algo num preço bom e acha que vale a pena comprar só pelo preço, não pensa se precisa mesmo comprar as coisas. Ela tem botas e mais botas, que não cabem em lugar nenhum então ficam nas caixas. Tem bolsas, que agora não tem mais espaço pra guardar e ficam penduradas no corredor... tenho medo que ela vire uma dessas acumuladoras que guarda até lixo.

    Eu não sei mais o que fazer, já até conversei um pouco com minha mãe sobre isso... mas não dá, falar com minha irmã (e meu pai tb) é um estresse, é mais fácil eu usar a energia mandando currículos e fazendo freelas pra conseguir sair daqui do que limpando, brigando por isso, tentando conversar e brigando por isso tb... procurar ajuda profissional? Se eu citar isso acho que ela surta de vez e passa a me odiar, ela nem sonha que isso pode ser um problema.

    Li que é preciso muita paciência pra lidar com um acumulador. Mas eu não sou jesus, eu também tenho meus problemas, passei a frequentar uma psicóloga pq recentemente (de uns anos pra cá) venho tendo problemas de estresse etc, não consigo lidar com essa situação de um jeito tranquilo, minha vontade é de jogar tudo fora e meter a mão na pessoa que reclamar.

    :(

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    1. Olá! Fico feliz de encontrar em nós um espaço de desabafo, pois esse é o nosso principal objetivo por aqui. Sei muito bem como é esse sentimento de encontrar pessoas com as quais você realmente pode desabafar, que te entendem e não te julgam. Sinta-se a vontade para desabafar, quantas vezes forem necessárias.

      Pelo seu relato é possível perceber que sua mãe talvez não tenha o transtorno da acumulação, mas que deve permitir para evitar atritos familiares, já sua irmã e pai apresentam características bem marcantes da acumulação. E uma delas é essa negativa ao tratamento, muito comum. Por aqui não temos profissionais da área da psicologia, mas com os anos de convivência aprendemos a identificar sabe.

      Entendo perfeitamente sua aflição em seguir sua vida e jamais se sinta mal por isso viu. Ao longo do tempo também pude identificar que só gente feliz faz o outro feliz sabe? Então, se não consegue ajudar nesse momento, foco mesmo no seu desenvolvimento pessoal, se fortaleça e quem sabe um dia terá mais condições emocionais e psicológicas de ajudar, pois ajudar quem não quer é realmente muito cansativo e nos adoece.

      Siga firme e conte conosco!

      Grande abraço

      A filha de uma acumuladora

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  26. Fico feliz de encontrar um lugar para desabafar. A minha sogra acumula qualquer objeto que seja útil para ela. Tem cômodos na casa que perderam a sua função. Um banheiro, lindo e bem equipado, agora está sendo um depósito de lixo. O meu namorado convive com isso de sempre, sabemos que eles sofreram muito, com desemprego e miséria, mas conseguiram ter uma vida melhor, mas ela sempre está acumulando. Até que um dia ela teve que sair da casa, ficou um período morando com o irmão, para ajudar em uma cirurgia. Nesse período tentamos arrumar a casa e o que mais ficamos assustados é com o acumulo de comidas estragadas, com datas vencidas. Associamos as vezes o produto vencido com as diarreias e dores no estomago que o meu namorado sempre teve. Na época pensávamos que fosse pelas crises de ansiedade, mas agora temos certeza que são os alimentos vencidos.
    Quando lavamos a cozinha, ela ficou muito brava, mas depois ficava feliz, mas sempre com raiva ao filho de ter lavado a cozinha, parece que ela se sentia impotente, mas enfim, percebo que desgasta muito em relação á isso de acumular as coisas.

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    1. Oi! Fico feliz em ter alguém que não vive isso com esse olhar de empatia. Sim, ela vai sempre ficar mal com a limpeza, mas quando se chega ao ponto do acúmulo de alimentos, é necessário intervir mesmo, pois elas começam a comer essa alimentação. Diga a ele que vai doer, mas intervir é a única saída. Se ele quiser, temos nosso grupo do whatsapp, não temos profissionais, mas nos ajuda a trocar ideias e a tomar atitudes difíceis. Precisando é só falar! Muita luz e paz para vocês!

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  27. Nossa ! achei um lugar pra poder me expressar!!

    moro com minha mae desde os 10 anos antes disso era em outro lugar nao com ela mais enfim
    minha mae acumula todo o tipo de coisa que ela acha que vai servir pra ela um dia mais ela nao usa nada MDS tenho 23 anos e to puto com ela eu falo, explico mostro mais nao adianta falar com ela ela guarda roupa CD de tudo ela tem mais talheres que um restaurante inteiro mais msm assim ela acha que vai usar tudo oque tem la pra vc ter ideia ela guarda receita RECEITA quem em pleno 2018 com internet e tudo mais Guarda receita mds mais nao adianta chega a desanimar so de chegar em casa serio nao levo namorada em casa por causa disso eu ate evito de me relacionar com pessoas pra nao ter que me submeter a apresentar minha mae serio nao é por vergonha dela mais sim da situação que a casa fica eu acho que sou minimalista por causa dela eu por mim minha casa so teria o basico o basico msm.
    fico feliz por ter esse blog Feliz msm de coração escrevi sem virgula nem nada porque estou com raiva.
    é muito bom compartilhar isso com alguem, obrigado pelo blog.

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  28. Minha mãe tem vários problemas, dentre eles de acumular lixo. Minha cabeça chega a esquentar e parece que vai fundir de tanto pensar em como resolver isso. Sou solteiro e quando namorava procurava sempre esconder minha mãe da minha ex. Só trouxe ela uma vez em casa. Quando terminou meu namoro, eu simplesmente perdi tudo. Não tinha mais vontade de fazer as coisas. Larguei a faculdade. Passado um tempo dei uma melhorada, agora estou ingressando na faculdade de novo e vou começar a prestar alguns concursos públicos. Estou até animado pra isso. Em compensação, queria muito arrumar alguém bacana, que eu goste para namorar, e as vezes até surge pessoas que considero interessantes, mas aí penso nas coisas ficando sérias e desanimo. Penso em como a pessoa irá aceitar conviver com tudo isso, se nem eu aceito? Eu praticamente estou abrindo mão disso, pq não vejo tendo algo saudável com alguém. Minha mãe as vezes pega "problema" com alguma roupa minha e simplesmente não posso mais usá-la. Não posso nem sair na rua a pé pra se ter ideia. É muito complicado de conviver assim. Agora estou me mudando pra outra cidade. Espero que ela e meu pai fiquem bem e eu posso ter minha vida.

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  29. Sou casada ha 25 anos. Meu marido sempre guardou coisas inutinú, mas não em exagero. Nós últimos 10 anos, sofremos, eu nossas filhas (12 e 24 anos) com a depressão que desencadeou nele. Em 2017, foram 02 tentativas de suicídios e a cada uma, desgaste para nos, pois corríamos feito doidas de hospital em hospital, clínicas, visitas, nos afastamos nos dois momentos do trabalho e da faculdade, so correndo em função dele. Junto com a depressão, o lado acumulador ficou mais forte, dia a dia juntando mais coisas. Brigas cada vez que eu sugeria, sutilmente, dispensar alguma coisa que havia guardado, ele arruma desculpa para tudo o que junta, tudo tem um porquê, tenta se enganar. Os papeloes é para ajudar o tio que vive da reciclagem, as latinhas para levar à sua mãe, para vender, os panos velhos e rasgados, são guardados para verificar o oleo do carro e assim por diante. Tudo ele guarda porque"pode um dia precisar". Nem minhas próprias embalagens de perfume vazias posso largar no lixo. Nada! Levo o que tenho para descartar no lixo do meu trabalho ��. Eu sofro, minhas filhas sofrem. As vezes, parece que vou enlouquecer junto e agira, minha filha mais nova está apresentando indicios de depressão, andou até se cortando. Iniciará um tratamento psicológico ainda este mês. Estamos cansadas ��

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    1. Oi Letícia! Sinto de verdade pelo que está vivendo. Só quem convive com pessoas que possuem esse transtorno conseguem compreender de verdade. O quadro de depressão é realmente um imenso combustível para o transtorno de acumulação. Obviamente seria muito fácil para mim, de fora, dar alguma sugestão. Não sei sua realidade, mas em função do que relatou sobre suas filhas, já considerou a possibilidade de separação? Sei que muitas vezes as condições financeiras são empecilho. Pelo que tenho presenciado até então com as histórias por mim vividas e por tantas pessoas que compartilham comigo suas dores, percebo que é bem raro os portadores dessa doença aceitarem ajuda, o que inviabiliza nossas tentativas. Talvez, tentar monitorar ele de um outro espaço surta até maior efeito, mas como disse, é apenas uma sugestão. Temos um grupo de whatsapp, se quiser entrar é só clicar nesse link e seguir as orientações. https://convivendocomacumuladores.blogspot.com/2017/08/grupo-no-whasapp.html Força viu! Muita luz pra você!!!

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  30. Quantas pessoas passando pelo mesmo problema. Minha mãe também é acumuladora, mas não aceita isso. O dia que eu disse pra ela, só faltou me avançar. Ela guarda de tudo, desde geladeira estragada até sapatos, retalhos, todos os tipos de descartáveis. Agora ela deu pra juntar até rolo de papel higiênico. A desculpa é sempre a mesma: Que ela vai usar, mas ela não usa nada. Enfim, é bem difícil e eu acho que o melhor jeito é sair de perto mesmo, pois é muito desgaste emocional. Eu morei fora a minha vida toda e resolvi voltar agora achando que as coisas estavam diferentes, mas não estão. Pelo contrário, até piorou. Não tem somente um dia que eu não me aborreça. É impossível olhar isso e não se estressar. Você quer arrumar, mas não dá. Minha sinusite vive atacada e eu estou com ansiedade e insônia. Enfim, não é fácil. Ela é sozinha e a culpa é exclusivamente dela, pois ela que procura isso. Boa sorte, galera. :)

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    1. Infelizmente essa é uma realidade. Dificilmente um portador desse transtorno aceita essa condição. O que praticamente inviabiliza qualquer ajuda e acaba gerando todo esse conflito, que só a gente que convive tem noção do que é. Eu concordo com você. Por mais que a gente queira ajudar, acredito que se afastar seja importante até mesmo pra quem quer ajudar. Quando ficamos, adoecemos junto e aí ninguém ajuda ninguém. Infelizmente essa é uma doença muito série e pouco abordada o que também limita a ajuda. Boa sorte para nós. Muita luz e força! Abraço

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  31. Olá, fico feliz em achar esse blog. No meu caso é o meu pai o acumulador. Moramos eu, minha mãe, meu irmão e ele. Tenho 29 anos e ainda moro com eles porque ajudo nos gastos da casa, se é que posso chamar de casa. Convivo com isso a muito tempo. E a situação se agravou quando meus avós (pais dele) morreram. A coisa simplesmente saiu de controle! Ele guarda tudo o que se pode imaginar, principalmente ferramentas. O pátio de trás da casa está cheio de lixo, coisas velhas, garrafas, latas de tintas vencidas, cadeiras velhas, enfim lixo atrás de lixo. Quando nos mudados para essa casa, tinha alguns cômodos vazios que iriamos arrumar, mas ele acabou enchendo tudo de lixo. Meu irmão tem 17 anos e nem tem um quarto por conta disso! Até meu quarto, vira e mexe aparece alguma coisa, mas eu logo mando ele tirar e não sei até quando vou ter controle do meu quarto. Quando eu e minha mãe o pressionamos para tirar ele enlouquece, enche a gente de desaforo. E cada vez que tentamos, até nos disponibilizamos para ajudar a tirar, é sempre o mesmo inferno! Eu estou cansada disso! Não aguento mais! São tantas brigas por causa de lixos desnecessários, que eu criei um ódio excessivo por ele, chegando a ponto de pedir para que ele morresse de uma vez para poder reverter essa situação. Não suporto nem olhar mais para ele e já teria me mandado se não fosse pela minha mãe e meu irmão e porque ainda estou "tentando" continuar a faculdade. E agora ele está juntando até passarinhos! É desgastante, viu? Quantas e quantas vezes me peguei pensando no que fiz de tão errado para ter essa vida! Não convidamos ninguém para vir em casa porque parece um centro de reciclagem e temos muita vergonha. Hoje, até ligamos para um sucateiro vir buscar umas coisas, lixo mesmo, mas ele ficou louco, xingou todo mundo dizendo que tínhamos jogado coisa "boa" fora. É insuportável! Não sei como não desenvolvi nenhuma doença mental por conta do desgaste e brigas, porque, pra ele, eu sou sempre a culpada quando some algum lixo. Até pensei em arrumar um namorado só pra me sumir, mas penso na minha mãe e no meu irmão... Sinceramente, acho que só vou ter um lugar digno de ser chamado de casa quando ele morrer. Até lá, vou focando em terminar a faculdade, arrumar um bom emprego e ir relevando, mas confesso que não tenho mais paciência. Enfim, agradeço por achar esse blog e poder desabafar. E fé, muita fé para aguentarmos tudo isso, porque é muito difícil...

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    1. Nossa, como eu entendo você! De verdade e de todo o meu coração! Os relatos são MUITO PARECIDOS. Por tudo que já pude ler e ver desde que criei o blog, esse transtorno da acumulação tem uma espécie de padrão. A negação, o isolamento, a irritação e etc. E o mais interessante, acaba gerando nas pessoas que convivem, em geral, um comportamento também parecido, que é raiva, ódio, mágoa, depressão. Infelizmente esse sentimento que você descreveu é compartilhado por muitas pessoas e que por sentirmos vergonha e não possuirmos nenhum programa público estruturado de apoio, acabamos muito solitários. Me permita apenas relatar aqui o que venho aprendendo com a troca com tantas pessoas. 1 - Existem pessoas com o transtorno que conseguem, passo a passo, melhorar, mas APENAS QUANDO ELAS querem, o que é muito difícil, mas não impossível. Graças a Deus já presenciei 02 lindos casos. 2 - Eu sei exatamente esse sentimento de culpa que sente, mas por experiência própria, se quiser mesmo ajudar sua mãe e irmão, saia o quanto antes, se fortaleça financeira, física, espiritual e mentalmente para poder ajudar. Acredite, todos que ficaram além de chegar um momento de não ter mais o que fazer, acabaram muito, muito doentes. Então, se conseguir ter essa força, reaja agora, enquanto imagino que seja jovem! Se não por você, por eles! Aí então poderá até mesmo ajudar seu pai, mas sem se envolver tanto! No mais estou aqui viu! Se quiser desabafar fique a vontade! Um grande abraço!!!

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  32. Olá, estava pesquisando sobre acumuladores e encontrei esse blog, li todas as mensagens, realmente percebi que não estou só...é desesperador e sinal de impotência, já não moro com meus pais, mas todas vezes que vou visitá -los, sinto uma imensa tristeza, principalmente minha mãe, acumula há muitos anos tudo que encontra na rua, entre roupas,vasilhas, latinhas... roupas das minhas falecidas avós, tudo guardados em sacolinhas, os cômodos não entram ventilação, pois as janelas estão tampadas de tantos acúmulos e lixos, os ratos fazem festas e quando tento de qualquer forma ajudar, de imediato ela tem crise e diz estar passando mal e que se eu continuar a mexer nas "coisas" é porque estou querendo matá lá, não sei mais o que faço, queria tanto ver os meus pais na velhice rodeado dos filhos em uma mesa, jogando conversas fora, mas infelizmente é tanto entulhos e lixos, que não cabem ninguém dentro da casa e todos evitam visitá -los, pois o cheiro é insuportável ... o meu grande sonho, seria ela aceitar receber ajuda e entender que acumular lixo não é normal, pois isso está tendo consequências na saúde deles, já tentei de tudo...não consigo, me sinto de mãos atadas

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    1. Caramba, eu fico com o coração apertado toda vez que leio os relatos. Eu sei exatamente o que sente e gostaria tanto de poder ajudar mais efetivamente, mas é uma doença realmente muito complicada. Piora ainda mais, porque a maioria não reconhece sua doença e se nega a aceitar ajuda. Eu fico triste com seus sonhos de ter uma família acolhedora e em um lugar saudável. Eu acredito que por mais desolador, você fez o melhor que pode neh? O que pode tentar fazer, é ser essa pessoa, que recebe, acolhe e mantém a família no seu entorno, porque no final das contas, a gente só tem domínio por nós mesmos neh? Muita luz e amorosidade pra você viu! Estamos por aqui, caso precise. Abraço e obrigada pelo seu desabafo.

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    2. Obrigada, pelas palavras, você não sabe o quanto isso me tranquiliza, realmente fiz e tento fazer tudo que está no meu alcance e infelizmente não consigo, pois realmente é uma doença que precisa ser tratada, mas pra ela admitir que precisa de ajuda é um tanto difícil...muita agradecida, abraços e muita luz pra você também!!

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    3. Desculpe a longa demora, não recebi o aviso da resposta. O melhor que pode fazer é ser feliz! E aí a sua energia vai vibrar em quem precisa! #tamojunto

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  33. Só pra saber, alguém aqui tem uma esposa acumuladora como eu? Estou no limite, por favor me ajudem!

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  34. Também convivo com esse problema, moro com minha mãe de 60 anos de idade, as vezes ele dorme do sofá da sala porque a cama está cheia de roupa, ela não se desfaz das roupas e bolsas, a porta do banheiro mal abri tem mais de 20 bolsas dependuradas, dentro do banheiro não se toma banho, o box é cheio de caixa de sapato e outros utensílios.

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    1. Infelizmente esses relatos são mais comuns do que podemos imaginar! E se me permite uma palavra, foque em você! Se cuida viu?!? Qualquer coisa estamos aqui! Muita luz!!!

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  35. Olá, fiquei feliz de encontrar esse blog, não encontrei muita coisa sobre o assunto aqui na internet.
    Gente, sou menor de idade e sei que minha mãe é acumuladora, as coisas só não saem do controle pois temos uma moça que limpa a casa todos os dias. Tenho 17 anos e minha mãe 61, desde que fizemos a nossa 2 mudança de casa há 9 anos anos atrás as coisas começaram a piorar e muito. Eu sempre morri de vergonha de trazer gente em casa pelo fato da casa SEMPRE estar bagunçada. Já fui mt maltratada por tentar ajudar ela, desencadeei vários problemas psicológicos qnd era criança, ela me chama de porca e outras x coisas na frente de todas as pessoas que trago aqui. Várias amigas pararam de vir aqui pelo fato dela acusar as pessoas de roubo, ela guarda embalagem de produtos de mais de 7 anos, que ela jura que alguém vai querer ROUBAR, tem batom, perfume, comida vencida, papel, jornal guardado em todos os móveis. Sofro demais com isso desde os 11 anos, já tentei suicidio 4 vezes por me sentir sufocada ao tentar cuidar da minha mãe. O unico lugar da casa que é organizado é o meu quarto, vivo doando coisas para dar exemplo. Joguei um tapete de quando eu tinha 8 anos e ela foi no lixo buscar. Ao total são 4 armários, uma peça inteira e um closet só de coisas inúteis, a casa inteira tem tapetes um por cima do outro, panos espalhados pelo sofá, cadeiras de plástico espalhadas que não usamos, minha escrivaninha antiga foi colocada no meio da área da escada pra guardar entulho e coisas vencidas. Eu já tentei arrumar, e foi um chororô, já tentei conversar, briguei, já disse pra ela que vou sair de casa aos 18 por esse motivo, já achei várias caixas escondidas cheias de bonecas e brinquedos de quando eu era criança e pedi pra ela doar e ela não doa. A geladeira fede e ninguém pode colocar nada fora pq ela pega da lixeira e bota de volta, mesmo vencido ou estragado! Ela olha o meu lixo todos os dias e esconde as coisas q ela quer. A cozinha é um nojo, não chega a ser tão suja pois não deixo chegar no limite, mas nunca vi a mesa de jantar sem nada em cima, o único lugar que tenho pra comer é o meu quarto. Já tive uma conversa séria com ela pra irmos ao psiquiatra mas mesmo assim ela não aceita estar doente. Não sei como proceder, existe alguma lei pra isso?

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    1. Oi! Eu sempre fico muito triste ao ler os relatos. No seu caso, vindo de uma pessoa menor de idade e saber que tão nova já tentou interromper sua vida é ainda mais triste. Respondendo diretamente sua pergunta, não existe uma lei específica, mas o fato de você ser de menor pode ser feita uma denúncia ao Conselho Tutelar e Vigilância Sanitária. Sua mãe é casada? Seu pai mora com você?

      Eu imagino o seu sofrimento porque convivo com isso desde a sua idade também e sei o que está passando. É sempre muito simples para os outros resolverem nossos problemas. O que eu gostaria de deixar aqui para você, é que seu eu pudesse dizer alguma coisa para mim aos 17 anos e já enfrentando tudo isso como você, eu diria para sair de casa. Se cuidar, se fortalecer, procurar uma formação e depois sim ajudar na medida do possível e da aceitação.

      Eu sei que muitas vezes nessa idade não temos independência financeira para sair, mas se houver qualquer parente que você possa relatar a sua situação e pedir ajuda, eu acredito que para esse momento, seria a melhor opção para você.

      Fique a vontade para desabafar sempre que necessária e POR FAVOR, cuide de você antes de cuidar de qualquer pessoa, mesmo que isso seja muito difícil, porque eu sei a relação de amor que a gente tem viu!

      Um grande abraço!

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  36. Boa tarde.

    Vendo o relato de vocês vejo que não sou o único a passar por esse problema e principalmente, não saber como resolver.
    Minha mãe é acumuladora de coisas e cães (e gatos). Eu sinceramente não sei como isso aconteceu, pois lembro da minha primeira infância minha mãe muito dedicada, a casa extremamente limpa, organizada, ela fazia almoço maravilhosamente bem, quitandas. No início da minha adolescência, por volta de 11 anos, começou a mudar as coisas. Morávamos meu pai, minha mãe, duas irmãs e eu. Nunca tivemos um ambiente saudável, meu pai sempre agressivo e ríspido. Acontece que minha mãe foi se tornando ela agressiva e ríspida, além de não ter consciência do seu problema. Eu com 20 anos, implorei a ela que organizasse a casa, senão eu iria embora (meu pai já havia saído de casa), ela virou pra mim e disse: -Pode ir, você não faz falta aqui. Eu então saí de casa e me desconectei um pouco dessa realidade dela, que só foi piorando. Faz 5 anos que ela não deixa ninguém entrar na casa. Mas o pior é o seguinte. Minhas duas irmãs, ainda moram com ela e sofrem muito. Uma teve uma filha (essa minha irmã teve um AVC com 25 anos, ficou com problemas físicos, mas o pior é a dependência química, que sempre teve), minha sobrinha, que irá fazer 6 anos essa semana e mora naquela casa. Pro restante da família é aterrorizante e não sabemos o que fazer. Quando tomamos uma posição mais ríspida, ela ameaça não nos deixar ver a criança, fala que ninguém tem nada a ver com ela e nem com a vida dela. Que quem está incomodado que se mude. Tentei que ela conversasse com um psicólogo, mas durou 1 mês o tratamento, pois ela não quis ir mais. Eu, sou o mais novo, não tenho apoio de nenhum outro familiar, não sei mais o que fazer, pois o que eu queria era salvar a minha sobrinha dessa vida. O que mais me intriga é que minha mãe tem surtos de lucidez. Quando ela quer, ela se arruma toda, vai no salão, passa maquiagem. Mas na maioria do tempo está imbuída na sua sujeira. Ela se desconectou com todos os demais familiares, com os irmãos, com os pais dela (meus avós que ainda são vivos) e ninguém mais sabe o que fazer. Ela é funcionária da prefeitura e na cidade é “reconhecida” pelo trabalho que faz com os animais. Apesar de denúncias de vizinhos na vigilância sanitária, nada foi feito.

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    Respostas
    1. Nossa, essa questão é realmente delicada né? Pelo que entendi, a mãe de sua sobrinha, bem como sua família não lhe dá apoio, então fica bem complicado tomar as devidas providências. É um sentimento de impotência, elevado a última potência.

      Hoje em dia, após muitos anos de convivência e tendo lido e ouvido muitos e muitos relatos, percebo que o maior e melhor esforço é trabalhar o nosso emocional. Não há muito o que fazer a não ser se fortalecer e mudar a nós mesmos.

      Existe uma medida que seria bastante radical, que é o da denúncia ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar, em função das condições de vida de um menor, mas essa é uma ação tão difícil para nós familiares ...

      Sinta-se a vontade para falar quando quiser, pode parecer pouco, mas tem ajudado tanta gente. Só nós sabemos o quão solitária é essa doença e a convivência com ela.

      Fica firme!

      Abraço

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